"Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ele volte. Ou não."
"Não tô bem, não tô mal, eu não sei como estou (…) apenas tô aqui."
"Sou essa pessoa insegura, cheia de mimas, cheia de preocupação com quem gosto, cheio de vontades, tenho tantos sonhos que chegam a transbordarem, sou muito carente, talvez um tanto sensível, mas também sou amante, quando amo, amo pra valer, quando quero vou até o fim, ei um conselho, não me faça desistir de você, a vida é dura, mas não há nada que você não possa se orgulhar no final."
"E o pior de tudo, é saber que você está bem e está bem sem mim. É ter que ver você sorrindo e saber que não sou mais o motivo de tal perfeição. O que machuca, é saber que você não precisa dos meus cuidados e chego a pensar que nunca precisou. Chego a pensar que tudo foi ilusão, ou quem sabe, uma boa encenação. Não importa. Pra mim, pelo menos, parecia real e em algum momento deve ter sido mesmo. Tem que ter sido. Me nego a acreditar que todas aquelas palavras foram vazias. Não te cobro as promessas que não foram cumpridas. Te cobro um “sinto sua falta” ou apenas um “como você está?”. Eu aceito essa distância, mas é impossível digerir o teu silêncio. São coisas simples, sempre gostei do simples e você sabe, por isso gostei de você. Digo conjugando o verbo no passado. Foi aonde você ficou. Foi aonde tudo o que vivemos ficou. Mas as vezes, só as vezes, por um momento de fraqueza, sei lá, eu sinto falta. Sinto saudades. Mas logo a ficha cai. Me lembro que só posso viver o meu presente se eu me desprender do passado, se eu me desprender de você. E com essa conclusão, eu te digo adeus a cada dia. Me despeço de alguém que ainda mora dentro de mim."
"Ando tão triste que às vezes me jogo na cama, meto a cara fundo no travesseiro e tento chorar."
PAPAI DO CÉU, se não for para ser, tira do meu coração? AMÉM.
Não abuse da paciência que eu não tenho.
"Pode brigar comigo. Eu deixo. Vira o meu mundo do avesso, me chama de idiota. Pode me xingar, me bater. Diz que eu faço tudo errado, que eu sou o problema. Mas por favor, não vai embora. Pode bagunçar a minha vida, contanto que você me ajude a arrumar. Faz da sua bagunça, a minha bagunça também. Eu juro que deixo tudo no lugar, coloco tudo arrumadinho, mas só não vai embora. Não vai, não agora. É que as coisas estão difíceis, e sem você por perto, vai ficar pior. Então por favor, pode brigar comigo por coisinhas bobas, por ciúmes, ou qualquer outra coisa. Diz que eu não presto, que meu jeito te irrita e que minhas manias são insuportáveis. Só não vai embora. Tudo está tão monótono, tão complexo, tão clichê, e se você for embora, tudo vai perder a cor. E sabe por quê? Porque antes de você entrar na minha vida, tudo era como se fosse preto e branco. Tudo tão chato, e quando você chegou, tudo mudou. Não deixa as nossas discussões, os nossos desentendimentos, as nossas birras acabar com o nosso amor. Não deixa não. Diz que vai ficar, mesmo não suportando o meu jeito, mesmo não aguentando me ver com ciúmes de você. Diz que fica, vai. Mesmo se as coisas derem errado, diz que vai ficar comigo, mesmo que as pessoas não acreditem em nós dois, mesmo se eu ficar o dia todo te irritando, diz que não vai ligar. É que eu preciso tanto de você, tanto de nós dois pra conseguir sorrir. Eu deixo você bagunçar o meu cabelo, eu deixo. Eu deixo você comer o último pedaço de pizza, deixo você ganhar no videogame, deixo você fazer cócegas em mim sem pedir pra você parar, eu deixo. Pode fazer o que você quiser, mas por favor, não desiste de mim. Não desiste de nós."
"Talvez fosse nesse ponto em que nós deveríamos ter chego: o de amar. Deveríamos ter deixado todas essas coisas que se sobressaíram e deveríamos ter nos contentado com todas as palavras doces que a nós eram impostas. Deveríamos ter relevado todo o ciúme, deveríamos ter compreendido que se você morre, parte de mim morre, e que seu morro, parte sua morre, pois éramos assim, encaixes perfeitos. Deveríamos ter aguentado mais, e talvez, superado mais, deixado tudo se ajeitar. Deveríamos ter nos arriscado mais, e quem sabe, até tentado mais. Deveríamos deixar, sabe? Deixar fluir os sentimentos. Deveríamos acima de tudo, ter visto que nós não deveríamos ter nos separado. Deveríamos, em seguida, ter nos amado mais, e consequentemente, ter nos pertencido mais."
Quando minha mãe manda fazer alguma coisa